Procura-se-capítulo 7 : O Carrasco de Pedra.
(Por : Renata Cezimbra)
__Acordei no outro dia mais tranqüila, mesmo que no fundo eu ainda estivesse horrível depois de ontem, pois eu correra o risco mais sério da minha vida e certamente ainda corria,pois uma hora o tal Petroska ia descobrir que eu tinha inventado a maior mentira sobre a causa do que ocorrera com Isidoro e aí sim eu ia entrar pelo buraco literalmente falando.
__Eu descobri que não estava bem de fato, resolvendo ficar em casa pra ver se ficava melhor, estudando, ouvindo música ou fazendo qualquer outra coisa que me fizesse esquecer a noite traumática que vivi ontem, mas sabendo que não seria possível.
__Uma hora resolvi ligar a tv na Net e coloquei em um monte de canais até chegar no People + Arts, um canal que só exibia documentários e programas relacionados com a vida social, vendo que estava dando um documentário sobre justamente quem? Xica da, Xica da, Xica da, Xica da Silva, a negra.
__Por um golpe do destino, ele estava bem no início e resolvi acompanhar pra ver se descobria mais alguma coisa sobre ela que não estava nos livros do meu pai e fiquei olhando com interesse cada detalhe do documento filmado sem deixar passar nada, um detalhe sequer.
__Tinha que admitir que o documentário era bem interessante, porém não acrescentara nada de que eu já não soubesse e nem era detalhado como os documentos que meu pai tinha em casa, porém algo me intrigava: todas as vezes que uma floresta era filmada pela câmera, tinha uma sombra que aparecia bem de longe, mas pra esse detalhe eu não ligava, pois o que me interessava eram os detalhes históricos.
__Quando o documentário acabou, depois de 2 horas, resolvi conversar com o meu pai e fui até o escritório, onde o vi fazendo coisas para a aula de biolgia do outro dia e perguntei:
__Eu descobri que não estava bem de fato, resolvendo ficar em casa pra ver se ficava melhor, estudando, ouvindo música ou fazendo qualquer outra coisa que me fizesse esquecer a noite traumática que vivi ontem, mas sabendo que não seria possível.
__Uma hora resolvi ligar a tv na Net e coloquei em um monte de canais até chegar no People + Arts, um canal que só exibia documentários e programas relacionados com a vida social, vendo que estava dando um documentário sobre justamente quem? Xica da, Xica da, Xica da, Xica da Silva, a negra.
__Por um golpe do destino, ele estava bem no início e resolvi acompanhar pra ver se descobria mais alguma coisa sobre ela que não estava nos livros do meu pai e fiquei olhando com interesse cada detalhe do documento filmado sem deixar passar nada, um detalhe sequer.
__Tinha que admitir que o documentário era bem interessante, porém não acrescentara nada de que eu já não soubesse e nem era detalhado como os documentos que meu pai tinha em casa, porém algo me intrigava: todas as vezes que uma floresta era filmada pela câmera, tinha uma sombra que aparecia bem de longe, mas pra esse detalhe eu não ligava, pois o que me interessava eram os detalhes históricos.
__Quando o documentário acabou, depois de 2 horas, resolvi conversar com o meu pai e fui até o escritório, onde o vi fazendo coisas para a aula de biolgia do outro dia e perguntei:
- Pai, eu posso falar com você?
- Sim filha, fale- disse meu pai largando o que estava fazendo.
- Pai, por que você nunca me contou que tinha uma enorme biografia de Xica da Silva nos seus fichários? - perguntei olhando ele nos olhos.
- Patrícia, você andou mexendo nas minhas coisas?! Você sabe que não deve fazê-lo sem minha autorização! - exclamou ele furioso, percebendo que eu tinha mexido nos fichários dele.
- Olha aqui, eu já não tenho mais idade pra ficar sem saber das coisas, acho que você devia saber que eu já tenho 20 anos e uma hora eu ia ter que saber disso que você tem escondido! - exclamei olhando meu pai nos olhos.
- Sim, mas eu não queria que você sofresse ainda mais do que já sofreu!- exclamou meu pai me agarrando pelos braços chorando e me olhando espantado.
__Aquelas palavras me fizeram lembrar de uma coisa que ainda não contei pra vocês: que eu tinha sonhos relacionados de alguma maneira com a história de Xica da Silva, eu tinha visões estranhas ou ouvia vozes quando lia algo sobre isso e saía sonâmbula pela rua em noites de lua cheia, indo parar num cemitério pelo que meu pai contava quando eu acordava em casa, isso eu lembro que deixava meus pais extremamente preocupados e saindo desesperados à minha procura até me acharem em algum campo santo coletivo da cidade, onde eu ia parar por vontade impensada das minhas pernas.
__Só agora eu entendia o porquê disso tudo, já que no começo eu simplesmente não compreendia os motivos daquilo estar me acontecendo, sendo que minha mãe me levara ao psicológo inúmeras vezes e ele nunca achava um diagnóstico certo, dizendo que se eu não me livrasse daquilo, eu teria que ser internada numa clínica psiquiátrica. Depois do ano de 1998, os sonhos desapareceram, mas as visões e as vozes vinham com mais força, como se me alertassem de algum perigo próximo, mas eu não contava pra ninguém, mas meu pai percebia e denunciava saber de algo mais do que eu imaginava, mas eu não perguntava, pois eu sabia que ele, além de estudar história, estudava o sobrenatural e pensava que era preocupação demasiada, o que de fato ele sempre tinha.
__Naquele momento em que passava por tudo isso, percebi que os sonhos, visões e vozes eram uma premonição o tempo todo, porém eu não acreditava que fosse acontecer o que estava ocorrendo, pois eu pensava que tudo era apenas o fato de eu estar impressionada com a história de Xica de Silva, que incluía assassinatos, mutilações e outras coisas mais estarrecedoras,além de um "reinado" sem limites no Tijuco e uma linda e complicada história de amor com o contratador João Fernandes de Oliveira, eu estava ainda sem acreditar, mesmo que minha vida tivesse estado em perigo duas vezes e agora mais uma por causa de uma mentira que eu tinha inventado só para salvar Linus e eu da morte certa pelas mãos de um vampiro feroz chamado Yuri Petroska.
__Meu pai ainda me olhava quando me disse:
- Sim filha, fale- disse meu pai largando o que estava fazendo.
- Pai, por que você nunca me contou que tinha uma enorme biografia de Xica da Silva nos seus fichários? - perguntei olhando ele nos olhos.
- Patrícia, você andou mexendo nas minhas coisas?! Você sabe que não deve fazê-lo sem minha autorização! - exclamou ele furioso, percebendo que eu tinha mexido nos fichários dele.
- Olha aqui, eu já não tenho mais idade pra ficar sem saber das coisas, acho que você devia saber que eu já tenho 20 anos e uma hora eu ia ter que saber disso que você tem escondido! - exclamei olhando meu pai nos olhos.
- Sim, mas eu não queria que você sofresse ainda mais do que já sofreu!- exclamou meu pai me agarrando pelos braços chorando e me olhando espantado.
__Aquelas palavras me fizeram lembrar de uma coisa que ainda não contei pra vocês: que eu tinha sonhos relacionados de alguma maneira com a história de Xica da Silva, eu tinha visões estranhas ou ouvia vozes quando lia algo sobre isso e saía sonâmbula pela rua em noites de lua cheia, indo parar num cemitério pelo que meu pai contava quando eu acordava em casa, isso eu lembro que deixava meus pais extremamente preocupados e saindo desesperados à minha procura até me acharem em algum campo santo coletivo da cidade, onde eu ia parar por vontade impensada das minhas pernas.
__Só agora eu entendia o porquê disso tudo, já que no começo eu simplesmente não compreendia os motivos daquilo estar me acontecendo, sendo que minha mãe me levara ao psicológo inúmeras vezes e ele nunca achava um diagnóstico certo, dizendo que se eu não me livrasse daquilo, eu teria que ser internada numa clínica psiquiátrica. Depois do ano de 1998, os sonhos desapareceram, mas as visões e as vozes vinham com mais força, como se me alertassem de algum perigo próximo, mas eu não contava pra ninguém, mas meu pai percebia e denunciava saber de algo mais do que eu imaginava, mas eu não perguntava, pois eu sabia que ele, além de estudar história, estudava o sobrenatural e pensava que era preocupação demasiada, o que de fato ele sempre tinha.
__Naquele momento em que passava por tudo isso, percebi que os sonhos, visões e vozes eram uma premonição o tempo todo, porém eu não acreditava que fosse acontecer o que estava ocorrendo, pois eu pensava que tudo era apenas o fato de eu estar impressionada com a história de Xica de Silva, que incluía assassinatos, mutilações e outras coisas mais estarrecedoras,além de um "reinado" sem limites no Tijuco e uma linda e complicada história de amor com o contratador João Fernandes de Oliveira, eu estava ainda sem acreditar, mesmo que minha vida tivesse estado em perigo duas vezes e agora mais uma por causa de uma mentira que eu tinha inventado só para salvar Linus e eu da morte certa pelas mãos de um vampiro feroz chamado Yuri Petroska.
__Meu pai ainda me olhava quando me disse:
- Filha, faça-me apenas um favor, cuide-se com esses vampiros, você não sabe do que eles podem ser capazes!
- Eu sei sim, tanto que eu sempre me cuido com eles. - falei calma.
- Ah filha, você sempre dando um jeito de me deixar mais calmo, com a mesma coragem que tinha seu pai de sangue quando estava vivo. - disse meu pai feliz.
- Pai, será que você pode me contar sobre ele? - perguntei querendo saber mais sobre ele, já que sempre que ele se acalmava com alguma boa palavra minha, ele sempre dizia que eu era igual ao meu pai quando este era vivo, pois como vocês sabem do capítulo 1, ele morreu quando eu tinha dois anos e praticamente nunca o conheci, mas eu não costumava perguntar por ele porque eu sempre considerei Mauro como meu pai de fato, pois pai é quem cria e ele me criou.
- Eu não sei muito dele, pois conheci sua mãe depois que ele morreu. - respondeu ele como se não quisesse falar do assunto.
- Então como é que você sabe que ele era corajoso? - perguntei, estranhando aquela descrição, pois ele disse que não chegou a conhecer meu pai.
- É que ele morreu defendendo você, o Paulo e sua mãe, pelo que a Titina contou quando eu perguntei sobre sua viuvez na época em que ainda éramos namorados. - disse meu pai sorrindo.
__Vi logo que ele mentia, pois ele estava com voz de quem escondia algo mas, me fiz de desentendida. Tinha uma coisa que naquela hora não entendia: porque meu pai não me dizia a verdade de uma vez por todas sobre quem tinha me colocado no ventre da minha mãe?
__Mas o que me preocupava de fato era o que acontecia naquele momento, meus amigos podiam estar correndo perigo aquela hora por minha causa, já que eles tinham aceitado me ajudar, mesmo sabendo que era perigoso e que eles estavam se metendo em uma situação e num mundo que não conheciam.
__Depois meu pai disse que tinha que sair e eu fiquei em casa o resto do dia sozinha, já que todo mundo tinha saído pra fazer as coisas que sempre faziam, os meus irmãos mais velhos trabalhando, os mais novos curtindo as férias e minha mãe no salão de beleza cuidando da aparência das vizinhas e de outras pesoas que vinham de vários lugares da cidade.
__De repente, o telefone tocou e eu atendi, dizendo a típica saudação telefônica, mas, não ouvindo uma resposta de volta, resolvi desligar pensando que podia ser algum trote, porém, na hora em que eu ia fazer isso, ouvi uma voz aterrorizante do outro lado da linha:
- Eu sou o Carrasco de Pedra, o maior e pior servo do Diabo, aquele que tem a marca do mal, o sangue estampado no olhar, a máscara de Satã estampada na face! - que exclamava rindo horrivelmente no telefone e me deixando apavorada mais do que eu podia ficar.
__Bati o telefone no gancho extremamente assustada, mas imaginei que quem estava no telefone estava bêbado, chapado ou era louco mesmo, porém aquelas palavras ficaram na minha cabeça, ecoando na minha mente todo o tempo sem parar.
__Passaram-se horas sem que aquela frase saísse da minha mente, eu simplesmente não esquecia aquilo, a coisa mais diabólica que já tinha ouvido na minha vida, horrível demais para relembrar.
__Logo depois, eu ouvi a campainha e fui atender, vendo o Fernandes na porta com a expressão de quem estava muito ansioso.
__Perguntei furiosa:
- Eu sei sim, tanto que eu sempre me cuido com eles. - falei calma.
- Ah filha, você sempre dando um jeito de me deixar mais calmo, com a mesma coragem que tinha seu pai de sangue quando estava vivo. - disse meu pai feliz.
- Pai, será que você pode me contar sobre ele? - perguntei querendo saber mais sobre ele, já que sempre que ele se acalmava com alguma boa palavra minha, ele sempre dizia que eu era igual ao meu pai quando este era vivo, pois como vocês sabem do capítulo 1, ele morreu quando eu tinha dois anos e praticamente nunca o conheci, mas eu não costumava perguntar por ele porque eu sempre considerei Mauro como meu pai de fato, pois pai é quem cria e ele me criou.
- Eu não sei muito dele, pois conheci sua mãe depois que ele morreu. - respondeu ele como se não quisesse falar do assunto.
- Então como é que você sabe que ele era corajoso? - perguntei, estranhando aquela descrição, pois ele disse que não chegou a conhecer meu pai.
- É que ele morreu defendendo você, o Paulo e sua mãe, pelo que a Titina contou quando eu perguntei sobre sua viuvez na época em que ainda éramos namorados. - disse meu pai sorrindo.
__Vi logo que ele mentia, pois ele estava com voz de quem escondia algo mas, me fiz de desentendida. Tinha uma coisa que naquela hora não entendia: porque meu pai não me dizia a verdade de uma vez por todas sobre quem tinha me colocado no ventre da minha mãe?
__Mas o que me preocupava de fato era o que acontecia naquele momento, meus amigos podiam estar correndo perigo aquela hora por minha causa, já que eles tinham aceitado me ajudar, mesmo sabendo que era perigoso e que eles estavam se metendo em uma situação e num mundo que não conheciam.
__Depois meu pai disse que tinha que sair e eu fiquei em casa o resto do dia sozinha, já que todo mundo tinha saído pra fazer as coisas que sempre faziam, os meus irmãos mais velhos trabalhando, os mais novos curtindo as férias e minha mãe no salão de beleza cuidando da aparência das vizinhas e de outras pesoas que vinham de vários lugares da cidade.
__De repente, o telefone tocou e eu atendi, dizendo a típica saudação telefônica, mas, não ouvindo uma resposta de volta, resolvi desligar pensando que podia ser algum trote, porém, na hora em que eu ia fazer isso, ouvi uma voz aterrorizante do outro lado da linha:
- Eu sou o Carrasco de Pedra, o maior e pior servo do Diabo, aquele que tem a marca do mal, o sangue estampado no olhar, a máscara de Satã estampada na face! - que exclamava rindo horrivelmente no telefone e me deixando apavorada mais do que eu podia ficar.
__Bati o telefone no gancho extremamente assustada, mas imaginei que quem estava no telefone estava bêbado, chapado ou era louco mesmo, porém aquelas palavras ficaram na minha cabeça, ecoando na minha mente todo o tempo sem parar.
__Passaram-se horas sem que aquela frase saísse da minha mente, eu simplesmente não esquecia aquilo, a coisa mais diabólica que já tinha ouvido na minha vida, horrível demais para relembrar.
__Logo depois, eu ouvi a campainha e fui atender, vendo o Fernandes na porta com a expressão de quem estava muito ansioso.
__Perguntei furiosa:
- O que você faz aqui,será que Linus não te contou o que houve ontem ou você vai ter a cara de pau de me dizer que ele não te disse nada?!
- Patty, eu vim aqui te pedir desculpas por não estar com você quando você estava em perigo, eu nem sei o que dizer- me disse ele todo embaraçado.
- Pelo menos Linus me salvou e estou muito grata à ele. - falei sorrindo, demontrando que não estava mais zangada com Fernandes.
__Mas apesar dele ter visto que eu não estava mais brava, ele percebeu meu nervosismo e perguntou:
- Patty, eu vim aqui te pedir desculpas por não estar com você quando você estava em perigo, eu nem sei o que dizer- me disse ele todo embaraçado.
- Pelo menos Linus me salvou e estou muito grata à ele. - falei sorrindo, demontrando que não estava mais zangada com Fernandes.
__Mas apesar dele ter visto que eu não estava mais brava, ele percebeu meu nervosismo e perguntou:
- O que há com você Patty,parece que você levou um grande susto antes de eu chegar ou é impressão minha?
- Eu tô nervosa sim cara! - exclamei, em seguida contando o susto telefônico que eu levara minutos antes.
- Credo Patrícia, agora fui eu que levei um susto! - exclamou ele surpreso, que em seguida se zangou e perguntou rangendo os caninos afiados:
- Eu tô nervosa sim cara! - exclamei, em seguida contando o susto telefônico que eu levara minutos antes.
- Credo Patrícia, agora fui eu que levei um susto! - exclamou ele surpreso, que em seguida se zangou e perguntou rangendo os caninos afiados:
- Quem foi que ousou te ameaçar assim?!
- Como eu vou saber, só sei que o cara era algum louco ou algo parecido, mas, com tudo o que estou passando, acredito que possa ter sido algum dos inimigos que você matou! - exclamei olhando ele nos seus atraentes olhos azuis.
- Do que você está falando, tá de brincadeira comigo?! - perguntou ele rindo.
- Não minta pra mim Fernandes, eu já sei que você fez uma porção de barbaridades estilo Elizabeth Bathory. - falei, sabendo que ele não sabia mentir pra mim, podia não ser vampira, mas já conhecia ele o suficiente pra perceber esse detalhe.
- Como foi que você ficou sabendo? Jamais contei isso pra ninguém a não ser pro Bartolomeu! - exclamou ele outra vez rangendo os caninos.
- Meu pai tem todas as páginas do seu diário, sendo que algumas que eu ainda não vi e elas contam cada coisa, eu nunca imaginei que seu amor por Xica pudesse te tornar um maníaco homicida. - falei sem entender como aquele vampiro tinha chegado naquele ponto por vingança.
- Você quer mesmo saber?! Pois eu digo, eu matei um monte de gente sim, mas fiz isso pra livrar o mundo de um bando de hipócritas que faziam questão de se sentirem superiores aos outros e se não existia justiça para os mais pobres, eu a fiz com minhas próprias mãos, que até hoje estão com o sangue destes malditos! - exclamou ele apertando as mãos e tornando as íris dos seus olhos roxas de tamanha alegria por achar que tinha feito um favor pras pessoas mais pobres daquela época em que ele fora um humano.
- De onde você tirou tanto sangue frio pra fazer essas atrocidades? - perguntei mais do que surpresa.
- Sabe qual é a resposta? Ela é simples: o ódio acumulado meu coração desde muito tempo e que explodiu no dia em que eu tive que ir embora definitivamente, com meu cargo perdido e minha felicidade indo pelo ralo por culpa daquela bruxa, que fez eu me afastar do Tijuco por uma carta que ela enviou ao rei e quando eu estava longe, ela se aproveitou disso pra fazer Xica ser presa e condenada à fogueira com provas forjadas por ela e eu tive que casar com aquela azeda pra não ver minha amada ser assada na fogueira! - exclamou ele com a fúria no auge e socando o peito, pra depois dizer rindo como Drácula:
- Como eu vou saber, só sei que o cara era algum louco ou algo parecido, mas, com tudo o que estou passando, acredito que possa ter sido algum dos inimigos que você matou! - exclamei olhando ele nos seus atraentes olhos azuis.
- Do que você está falando, tá de brincadeira comigo?! - perguntou ele rindo.
- Não minta pra mim Fernandes, eu já sei que você fez uma porção de barbaridades estilo Elizabeth Bathory. - falei, sabendo que ele não sabia mentir pra mim, podia não ser vampira, mas já conhecia ele o suficiente pra perceber esse detalhe.
- Como foi que você ficou sabendo? Jamais contei isso pra ninguém a não ser pro Bartolomeu! - exclamou ele outra vez rangendo os caninos.
- Meu pai tem todas as páginas do seu diário, sendo que algumas que eu ainda não vi e elas contam cada coisa, eu nunca imaginei que seu amor por Xica pudesse te tornar um maníaco homicida. - falei sem entender como aquele vampiro tinha chegado naquele ponto por vingança.
- Você quer mesmo saber?! Pois eu digo, eu matei um monte de gente sim, mas fiz isso pra livrar o mundo de um bando de hipócritas que faziam questão de se sentirem superiores aos outros e se não existia justiça para os mais pobres, eu a fiz com minhas próprias mãos, que até hoje estão com o sangue destes malditos! - exclamou ele apertando as mãos e tornando as íris dos seus olhos roxas de tamanha alegria por achar que tinha feito um favor pras pessoas mais pobres daquela época em que ele fora um humano.
- De onde você tirou tanto sangue frio pra fazer essas atrocidades? - perguntei mais do que surpresa.
- Sabe qual é a resposta? Ela é simples: o ódio acumulado meu coração desde muito tempo e que explodiu no dia em que eu tive que ir embora definitivamente, com meu cargo perdido e minha felicidade indo pelo ralo por culpa daquela bruxa, que fez eu me afastar do Tijuco por uma carta que ela enviou ao rei e quando eu estava longe, ela se aproveitou disso pra fazer Xica ser presa e condenada à fogueira com provas forjadas por ela e eu tive que casar com aquela azeda pra não ver minha amada ser assada na fogueira! - exclamou ele com a fúria no auge e socando o peito, pra depois dizer rindo como Drácula:
- Mas mesmo que eu tenha casado com ela, nunca a toquei e ela enlouqueceu por causa disso, mas mesmo assim, eu me vinguei dela!
- Eu sei disso, mas eu penso que isso não justifica as loucuras sangüinárias que você cometeu! - exclamei, demonstrando que não concordava com ele.
- Sabe quais as que eu acho piores? Foram os dias maravilhosos em que já estava em Portugal e mandei meu amigo Bartolomeu torturar Violante, com socos, chutes, xingamentos, pontapés, bofetadas e etc, as vezes em que ela sentiu muita dor e gritava, implorando meu perdão, completamente louca e no dia em que mandei Bartolomeu matá-la, jogando-a da torre do castelo onde ela morava e vendo ela agonizar caída nas pedras, mais quebrada que um vaso velho, demente e seca como ela sempre foi! - exclamou ele rindo diabolicamente e exibindo as presas animalescas pra mim.
- Peraí, o Bartolomeu nos contou que era você que espancava ela seguindo conselho dele. - falei em dúvida e ao mesmo tempo chocada, pra depois dizer:
- Eu sei disso, mas eu penso que isso não justifica as loucuras sangüinárias que você cometeu! - exclamei, demonstrando que não concordava com ele.
- Sabe quais as que eu acho piores? Foram os dias maravilhosos em que já estava em Portugal e mandei meu amigo Bartolomeu torturar Violante, com socos, chutes, xingamentos, pontapés, bofetadas e etc, as vezes em que ela sentiu muita dor e gritava, implorando meu perdão, completamente louca e no dia em que mandei Bartolomeu matá-la, jogando-a da torre do castelo onde ela morava e vendo ela agonizar caída nas pedras, mais quebrada que um vaso velho, demente e seca como ela sempre foi! - exclamou ele rindo diabolicamente e exibindo as presas animalescas pra mim.
- Peraí, o Bartolomeu nos contou que era você que espancava ela seguindo conselho dele. - falei em dúvida e ao mesmo tempo chocada, pra depois dizer:
- Não posso acreditar que você foi capaz de fazer esse gênero de coisa!
- Às vezes eu participava das sessões de tortura, mas sem ela me ver e, eu apenas incitava sem olhar no rosto dela, pois eu jurei nunca mais vê-la e jamais tocá-la. - ele me respondeu sorrindo de modo diabólico e depois me falando friamente:
- Às vezes eu participava das sessões de tortura, mas sem ela me ver e, eu apenas incitava sem olhar no rosto dela, pois eu jurei nunca mais vê-la e jamais tocá-la. - ele me respondeu sorrindo de modo diabólico e depois me falando friamente:
- Ela não valia nada, merecia a morte que lhe dei.
- Você e seu amigo são um tanto sádicos, pra fazer tudo o que vocês fizeram! - falei com espanto.
- Sabe que você tem razão Patty, até antropófagos fomos por uns momentos! - riu ele alegremente.
- Você tá dizendo que comeu carne humana?! - exclamei quase sem voz, com a bile do meu fígado querendo sair pela minha boca, tão macabra e nojenta era aquela revelação.
- Nós comemos a carne de um padre muito hipócrita que exsitia em Lisboa, sabe, eu posso dizer que ele era pior que o Cônego Dias do romance "O crime do Padre Amaro", até uma meretriz era melhor de caráter do que ele. - riu ele como se aquilo não fosse nada.
- Você enlouqueceu quando teve que se afastar de Xica, eu simplesmente concluo isso, não é outra coisa. - falei pondo a mão na minha cabeça em sinal de pensamento.
- Patty, será que você sabe o quanto amo Xica ou você nunca amou ninguém assim como eu? - perguntou ele me olhando com espanto, como se aquelas coisas horríveis que ele me disse não fossem nada.
- Sim, a gente pode amar pra caramba, mas não a ponto de matar um monte de gente por vingança, cara! E além disso, sua história de amor não ia durar a vida toda se dependesse do Marquês de Pombal e do rei D. José I. - exclamei sem entender ainda como alguém podia chegar no ponto máximo da psicose assassina.
- Se você quer saber, esse rei idiota podia tirar meu cargo de contratador por causa do novo sistema que ele pôs naquela época, mas não me afastar da minha amada e dos meus filhos! - disse ele rebatendo.
- Fernandes, você acha que um rei ia aceitar um dos seus súditos vivendo sem ser casado com uma negra alforriada? Tudo bem que você a amava, teve 13 filhos com ela, era feliz, mas, você acha que ele ia se importar com isso? - perguntei usando argumentos históricos.
- Por ele não se importar com minha felicidade, eu o matei envenenado! - exclamou ele sorrindo como o Coringa do Batman.
- Até isso você fez?! Mas eu sempre li que ele morreu de doente de velhice! - exclamei sem acreditar no que tinha ouvido.
- Essa é a versão oficial histórica, mas na verdade ele foi morto por mim, envenenamento com arsênico. - riu ele sadicamente.
- Meu Deus, a cada coisa que você diz eu concluo a mesma coisa: você enlouqueceu ao ser afastado de Xica, isso é fato. - falei ainda mais horrorizada do que antes e depois perguntando:
- Você e seu amigo são um tanto sádicos, pra fazer tudo o que vocês fizeram! - falei com espanto.
- Sabe que você tem razão Patty, até antropófagos fomos por uns momentos! - riu ele alegremente.
- Você tá dizendo que comeu carne humana?! - exclamei quase sem voz, com a bile do meu fígado querendo sair pela minha boca, tão macabra e nojenta era aquela revelação.
- Nós comemos a carne de um padre muito hipócrita que exsitia em Lisboa, sabe, eu posso dizer que ele era pior que o Cônego Dias do romance "O crime do Padre Amaro", até uma meretriz era melhor de caráter do que ele. - riu ele como se aquilo não fosse nada.
- Você enlouqueceu quando teve que se afastar de Xica, eu simplesmente concluo isso, não é outra coisa. - falei pondo a mão na minha cabeça em sinal de pensamento.
- Patty, será que você sabe o quanto amo Xica ou você nunca amou ninguém assim como eu? - perguntou ele me olhando com espanto, como se aquelas coisas horríveis que ele me disse não fossem nada.
- Sim, a gente pode amar pra caramba, mas não a ponto de matar um monte de gente por vingança, cara! E além disso, sua história de amor não ia durar a vida toda se dependesse do Marquês de Pombal e do rei D. José I. - exclamei sem entender ainda como alguém podia chegar no ponto máximo da psicose assassina.
- Se você quer saber, esse rei idiota podia tirar meu cargo de contratador por causa do novo sistema que ele pôs naquela época, mas não me afastar da minha amada e dos meus filhos! - disse ele rebatendo.
- Fernandes, você acha que um rei ia aceitar um dos seus súditos vivendo sem ser casado com uma negra alforriada? Tudo bem que você a amava, teve 13 filhos com ela, era feliz, mas, você acha que ele ia se importar com isso? - perguntei usando argumentos históricos.
- Por ele não se importar com minha felicidade, eu o matei envenenado! - exclamou ele sorrindo como o Coringa do Batman.
- Até isso você fez?! Mas eu sempre li que ele morreu de doente de velhice! - exclamei sem acreditar no que tinha ouvido.
- Essa é a versão oficial histórica, mas na verdade ele foi morto por mim, envenenamento com arsênico. - riu ele sadicamente.
- Meu Deus, a cada coisa que você diz eu concluo a mesma coisa: você enlouqueceu ao ser afastado de Xica, isso é fato. - falei ainda mais horrorizada do que antes e depois perguntando:
- Como foi que você cometeu esse crime e os outros sem que ninguém percebesse e que ninguém registrasse?
- Oras Patty, usando a inteligência, essa é uma coisa que eu sempre tive e contando com a ajuda do meu fiel amigo irmão Bartolomeu, as coisas se tornvam moleza de serem feitas e além disso, eu documentei tudo no meu diário,que diga-se, foi lido por seu adorável papai mais de duzentos anos depois- falou ele rindo, como se matar fosse brincadeira de criança.
- Mas ninguém, ninguém mesmo, desconfiou de você algum dia? - perguntei espantada com a resposta que eu recebera antes.
- Não, não mesmo, sabe, eu até acho que os roteiristas dos filmes "O abominável Dr. Phibes", "A câmara de horrores do Dr. Phibes", "As Sete Máscaras da Morte" e "Museu de Cera" se inspiraram em mim sem saber da minha história pra escrever a trama da película, pois as mortes que eu causei são iguais a dos filmes desses personagens psicopatas. - falou ele se vangloriando de nunca ter sido descoberto.
__Naquela hora eu simplesmente parei de falar, não quis dizer mais pra não escutar mais barbaridades do que eu já tinha ouvido até aquele momento, pois eu estava imaginando as cenas dos filmes que ele citara e que diga-se, eu assistira quando tinha 13 anos, misturadas com os sórdidos detalhes dos assassinatos que ele tinha cometido.
__Depois ele me olhou e falou sorrindo com suas presas:
- Oras Patty, usando a inteligência, essa é uma coisa que eu sempre tive e contando com a ajuda do meu fiel amigo irmão Bartolomeu, as coisas se tornvam moleza de serem feitas e além disso, eu documentei tudo no meu diário,que diga-se, foi lido por seu adorável papai mais de duzentos anos depois- falou ele rindo, como se matar fosse brincadeira de criança.
- Mas ninguém, ninguém mesmo, desconfiou de você algum dia? - perguntei espantada com a resposta que eu recebera antes.
- Não, não mesmo, sabe, eu até acho que os roteiristas dos filmes "O abominável Dr. Phibes", "A câmara de horrores do Dr. Phibes", "As Sete Máscaras da Morte" e "Museu de Cera" se inspiraram em mim sem saber da minha história pra escrever a trama da película, pois as mortes que eu causei são iguais a dos filmes desses personagens psicopatas. - falou ele se vangloriando de nunca ter sido descoberto.
__Naquela hora eu simplesmente parei de falar, não quis dizer mais pra não escutar mais barbaridades do que eu já tinha ouvido até aquele momento, pois eu estava imaginando as cenas dos filmes que ele citara e que diga-se, eu assistira quando tinha 13 anos, misturadas com os sórdidos detalhes dos assassinatos que ele tinha cometido.
__Depois ele me olhou e falou sorrindo com suas presas:
- Uma coisa que eu quero entender é porquê seu pai não publicou meus diários, afinal, eu sei que ele é uma pessoa muito correta e nunca aceitaria esconder uma coisa tão séria e diga-se, tão abominável na visão dele.
__Sinceramente eu não sabia que resposta dar, quando ouvi a voz furiosa do meu pai atrás mim na sala:
__Sinceramente eu não sabia que resposta dar, quando ouvi a voz furiosa do meu pai atrás mim na sala:
- Eu nunca publiquei suas barbaridades por 3 motivos: eu sei do que você é capaz e não duvido que se eu tornasse isso público, você acabaria comigo e pra variar, eu não sabia que essa letra era sua até 2 anos atrás e além disso, ninguém acreditou em mim quando eu mostrei isso pela primeira vez em 1999, pois nos diários nunca constava o seu nome, apenas o apelido que tinha, que você mesmo se colocou: Raposa Sangüinária. E pra variar, eu não pude provar que a letra é sua porque eu não encontrei documentos escritos pelas suas mãos imundas que poderiam ajudar a provar que você era um maníaco homicida e hediondo!
- Olha aqui Mauro, você por acaso sabe o motivo que me levou a cometer isso que você chama de barbaridades?! Minha felicidade foi destruída por gente que não sabia que o amor não possui barreiras e por isso eu fiz isso tudo que está escrito nestas folhas! - disse Fernandes fazendo um argumento que podia ser facilmente derrubado.
- Mas isso não justifica os horrores que você cometeu, você é um monstro sem alma nenhuma- gritou meu pai quase socando ele.
__Peguei um revólver numa gaveta da cômoda que estava perto e apontei para Fernandes dizendo séria:
- Olha aqui Mauro, você por acaso sabe o motivo que me levou a cometer isso que você chama de barbaridades?! Minha felicidade foi destruída por gente que não sabia que o amor não possui barreiras e por isso eu fiz isso tudo que está escrito nestas folhas! - disse Fernandes fazendo um argumento que podia ser facilmente derrubado.
- Mas isso não justifica os horrores que você cometeu, você é um monstro sem alma nenhuma- gritou meu pai quase socando ele.
__Peguei um revólver numa gaveta da cômoda que estava perto e apontei para Fernandes dizendo séria:
- Não encosta a mão no meu pai, eu atiro se você fizer isso.
- Eu não ia fazer isso e avisando, uma simples bala de revólver não me mata. - disse ele com tom calmo.
- Eu posso não ser como você, porém eu já te conheço o suficiente pra saber que você ia atacá-lo. - falei novamente séria.
__Notei logo que meu pai ficou com expressão de quem tinha perdido a compostura quando eu falei o que está escrito acima e João achou estranha a reação do meu pai.
- Pai, por que você ficou com essa cara de quem perdeu o chão? - perguntei estranhando tanto quanto Fernandes a reação dele.
- Foi apenas surpresa pelo que você disse. - falou meu pai como se estivesse escondendo algo.
Na mesma hora notei que o que ele dissera não era verdade, mas naquele momento aquilo não importava, somente queria evitar que aquele vampiro atacasse quem tinha me criado desde bem pequena.
- Ora Mauro, porque você ficou dessa maneira quando a Patty me disse aquilo? - perguntou ele rindo.
- Já disse que foi a surpresa ou será que você não ouviu? - falou meu pai ríspido.
- Tá bem, eu não quero ser incoveniente. - disse Fernandes ironicamente.
- Mas você já está sendo e isso me irrita profundamente! - exclamou meu pai com mais rispidez.
Logo eu vi que a coisa ia piorar e falei:
- Eu não ia fazer isso e avisando, uma simples bala de revólver não me mata. - disse ele com tom calmo.
- Eu posso não ser como você, porém eu já te conheço o suficiente pra saber que você ia atacá-lo. - falei novamente séria.
__Notei logo que meu pai ficou com expressão de quem tinha perdido a compostura quando eu falei o que está escrito acima e João achou estranha a reação do meu pai.
- Pai, por que você ficou com essa cara de quem perdeu o chão? - perguntei estranhando tanto quanto Fernandes a reação dele.
- Foi apenas surpresa pelo que você disse. - falou meu pai como se estivesse escondendo algo.
Na mesma hora notei que o que ele dissera não era verdade, mas naquele momento aquilo não importava, somente queria evitar que aquele vampiro atacasse quem tinha me criado desde bem pequena.
- Ora Mauro, porque você ficou dessa maneira quando a Patty me disse aquilo? - perguntou ele rindo.
- Já disse que foi a surpresa ou será que você não ouviu? - falou meu pai ríspido.
- Tá bem, eu não quero ser incoveniente. - disse Fernandes ironicamente.
- Mas você já está sendo e isso me irrita profundamente! - exclamou meu pai com mais rispidez.
Logo eu vi que a coisa ia piorar e falei:
- Acho melhor você voltar outro dia Fernandes e me desculpe por te apontar a arma, é que eu fico nervosa quando vejo pessoas discutirem.
- Não faz mal Patty, eu entendo, ele é seu pai e é natural que você queira defendê-lo. - disse ele sorrindo e pondo a mão no meu rosto.
__Meu pai não ficou muito feliz com o gesto dele, mas não reagiu mal pra situação não ficar mais chata do que já estava.
__Fernandes se despediu e eu retribuí a despedida ao vê-lo sair pela porta aberta da minha casa, foi aí que meu pai falou danado da vida:
- Não faz mal Patty, eu entendo, ele é seu pai e é natural que você queira defendê-lo. - disse ele sorrindo e pondo a mão no meu rosto.
__Meu pai não ficou muito feliz com o gesto dele, mas não reagiu mal pra situação não ficar mais chata do que já estava.
__Fernandes se despediu e eu retribuí a despedida ao vê-lo sair pela porta aberta da minha casa, foi aí que meu pai falou danado da vida:
- Você está vendo onde se meteu ao aceitar a proposta desse monstro?! Uma hora dessas ele vai me matar e se deixar, te elimina também!
- Será que você sabe que eu sou a única maneira dele encontrar sua amada perdida? Se ele fizer algo comigo, ele jamais a verá de novo e, se ele tentar fazer algo com você, eu não vou hesitar em cravar uma estaca nele. - falei com mais coragem do que eu costumava ter.
- Ele é um vampiro e você sabe como ele é, então não é só de coragem que você vai precisar, vai ser de muita habilidade também. - falou meu pai com aquele estilo Van Helsing que muitas vezes ele tinha.
- Isso eu tenho que sobra, até demais, se é que você me entende. - falei como se aquela situação não estivesse ficando perigosa demais.
- Você fala como se isso não fosse demasiadamente perigoso, mas é e isso não pode ser negado. - disse meu pai evidentemente apavorado.
- Olha, eu sei que você tem argumentos suficientes para tentar me convencer de desistir dessa história, mas além do dinheiro que ele me ofereceu, eu encontrei um outro motivo pra ajudá-lo: o amor que ele sente pela sua amada Xica, que vai além de qualquer limite da existência, um amor lindo que desafiou todas as convenções de uma época e que não pode ficar como a rosa depois de dias no sol. - falei com meu romantismo exarcebado que se manifestava mesmo nas situações mais complicadas.
- Nessa parte de ser um amor lindo que desafiou todas as regras de uma época eu concordo, eu só não acho que ele justifique as coisas hediondas que Fernandes fez depois que foi afastado dela ou será que você não percebeu até onde o ódio dele pelos nobres que foram os "responsáveis" pela sua infelicidade o levou? - disse meu pai, sempre manifestando aquele moralismo de pedra que tinha.
- Eu sei até onde isso foi e admito que é realmente horrível o que ele fez, mas o que eu posso fazer se acho que esse amor tem que se unir de novo? - falei olhando meu pai que ainda estava apavorado.
- Filha, eu também acho que eles tem que ficar juntos pra sempre, porém eu temo que ele queira apagar a gente pra que nós não revelemos seus podres, afinal, você acha que o Fernandes ia querer que todo mundo soubesse que ele foi um assassino dos mais cruéis? - disse meu pai pegando um cigarro num dos bolsos da camisa.
- Pra resfrescar sua memória, lembra do que você falou sobre a história da letra dos diários do vampiro? - perguntei, demostrando que não tinha esquecido o "discurso" que ele tinha feito na hora em que chegou em casa.
- Ah sim Patty, está certo, não pude provar que aquela letra é a dele, que droga! - exclamou Mauro com um sentimento de frustração.
- Pai, será que você sabe que mesmo que publicasse esses diários, não adiantar nada? Afinal, oficialmente João Fernandes de Oliveira está morto a mais de 200 anos e mesmo que todo mundo soubesse que ele é um homicida, não poderia ser julgado por ninguém, pois ele já bateu as botas- falei usando um argumento bem batido, mas que sempre dava certo.
__Meu pai deu uma bufada furiosa e disse mais frustrado ainda:
- Será que você sabe que eu sou a única maneira dele encontrar sua amada perdida? Se ele fizer algo comigo, ele jamais a verá de novo e, se ele tentar fazer algo com você, eu não vou hesitar em cravar uma estaca nele. - falei com mais coragem do que eu costumava ter.
- Ele é um vampiro e você sabe como ele é, então não é só de coragem que você vai precisar, vai ser de muita habilidade também. - falou meu pai com aquele estilo Van Helsing que muitas vezes ele tinha.
- Isso eu tenho que sobra, até demais, se é que você me entende. - falei como se aquela situação não estivesse ficando perigosa demais.
- Você fala como se isso não fosse demasiadamente perigoso, mas é e isso não pode ser negado. - disse meu pai evidentemente apavorado.
- Olha, eu sei que você tem argumentos suficientes para tentar me convencer de desistir dessa história, mas além do dinheiro que ele me ofereceu, eu encontrei um outro motivo pra ajudá-lo: o amor que ele sente pela sua amada Xica, que vai além de qualquer limite da existência, um amor lindo que desafiou todas as convenções de uma época e que não pode ficar como a rosa depois de dias no sol. - falei com meu romantismo exarcebado que se manifestava mesmo nas situações mais complicadas.
- Nessa parte de ser um amor lindo que desafiou todas as regras de uma época eu concordo, eu só não acho que ele justifique as coisas hediondas que Fernandes fez depois que foi afastado dela ou será que você não percebeu até onde o ódio dele pelos nobres que foram os "responsáveis" pela sua infelicidade o levou? - disse meu pai, sempre manifestando aquele moralismo de pedra que tinha.
- Eu sei até onde isso foi e admito que é realmente horrível o que ele fez, mas o que eu posso fazer se acho que esse amor tem que se unir de novo? - falei olhando meu pai que ainda estava apavorado.
- Filha, eu também acho que eles tem que ficar juntos pra sempre, porém eu temo que ele queira apagar a gente pra que nós não revelemos seus podres, afinal, você acha que o Fernandes ia querer que todo mundo soubesse que ele foi um assassino dos mais cruéis? - disse meu pai pegando um cigarro num dos bolsos da camisa.
- Pra resfrescar sua memória, lembra do que você falou sobre a história da letra dos diários do vampiro? - perguntei, demostrando que não tinha esquecido o "discurso" que ele tinha feito na hora em que chegou em casa.
- Ah sim Patty, está certo, não pude provar que aquela letra é a dele, que droga! - exclamou Mauro com um sentimento de frustração.
- Pai, será que você sabe que mesmo que publicasse esses diários, não adiantar nada? Afinal, oficialmente João Fernandes de Oliveira está morto a mais de 200 anos e mesmo que todo mundo soubesse que ele é um homicida, não poderia ser julgado por ninguém, pois ele já bateu as botas- falei usando um argumento bem batido, mas que sempre dava certo.
__Meu pai deu uma bufada furiosa e disse mais frustrado ainda:
- Pior é que você está certa filha, não ia adiantar nada mesmo!
__Consolei meu pai acariciando os cabelos fartos dele e sorrindo, logo vendo que ele estava mais feliz, pois toda a vez que eu fazia isso meu pai ficava melhor e isso me tornava imensamente alegre, pois eu não suportava ver meu querido pai triste.
__Depois disso, fomos assistir um filme na Net e ficamos comendo pipoca e tomando refri, enquanto meus outros irmãos estavam ocupados: o Alberto com as suas saídas noturnas que nunca tinham um motivo específico, Mariana com seu computador no quarto, a Lia e o Max jogando vídeo game no dormitório deles, o Paulo junto com o Alberto e minha mãe aprontando seus quitutes pra vender junto com seus serviços de cabeleireira, manicure, pedicure, depiladora e etc, que ela fazia junto com mais 2 amigas.
__Passaram-se umas 3 ou 4 horas e eu já estava deitada tentando dormir, mas sem conseguir por conta das coisas horríveis que eu tinha escutado no início da noite, pois eu jamais tinha ouvido algo semelhante na minha vida.
__Uma hora não sei porquê, resolvi levantar pra olhar o céu estrelado lá fora e fiquei viajando por uns minutos pensando no que tinha ocorrido comigo desde o início dessa história, imaginando o que seria nos próximos dias, se eu conheceria mais pessoas estranhas, passaria perto da morte mais uma vez, saberia mais coisas horríveis, mas a única coisa na qual eu queria pensar era que nossos vizinhos dona Céu, Das Dores, Martim e Consuelo, primeira filha do Gonçalo com a falecida Estela, chegariam dos Estados Unidos, onde todos tinham ido pra ver um congresso de medicina do qual a última fora convidada para participar, cuja viagem tinha sido paga pelo hospital onde ela trabalhava como clínica geral e eu iria buscá-la e os outros junto com meus pais e a Mariana no aeroporto.
__Porém, ao me sentar na cama para deitar, senti duas mãos geladas puxarem meus pés debaixo da cama me levando ao arrasto pra debaixo dela como se o chão abaixo dali tivesse um buraco onde eu ia entrar e comecei a gritar igual louca agarrada com força no pé da cama, na tentativa de fazer alguém me ouvir, quando meu pai escancarou a porta do meu quarto gritando junto com minha mãe:
__Consolei meu pai acariciando os cabelos fartos dele e sorrindo, logo vendo que ele estava mais feliz, pois toda a vez que eu fazia isso meu pai ficava melhor e isso me tornava imensamente alegre, pois eu não suportava ver meu querido pai triste.
__Depois disso, fomos assistir um filme na Net e ficamos comendo pipoca e tomando refri, enquanto meus outros irmãos estavam ocupados: o Alberto com as suas saídas noturnas que nunca tinham um motivo específico, Mariana com seu computador no quarto, a Lia e o Max jogando vídeo game no dormitório deles, o Paulo junto com o Alberto e minha mãe aprontando seus quitutes pra vender junto com seus serviços de cabeleireira, manicure, pedicure, depiladora e etc, que ela fazia junto com mais 2 amigas.
__Passaram-se umas 3 ou 4 horas e eu já estava deitada tentando dormir, mas sem conseguir por conta das coisas horríveis que eu tinha escutado no início da noite, pois eu jamais tinha ouvido algo semelhante na minha vida.
__Uma hora não sei porquê, resolvi levantar pra olhar o céu estrelado lá fora e fiquei viajando por uns minutos pensando no que tinha ocorrido comigo desde o início dessa história, imaginando o que seria nos próximos dias, se eu conheceria mais pessoas estranhas, passaria perto da morte mais uma vez, saberia mais coisas horríveis, mas a única coisa na qual eu queria pensar era que nossos vizinhos dona Céu, Das Dores, Martim e Consuelo, primeira filha do Gonçalo com a falecida Estela, chegariam dos Estados Unidos, onde todos tinham ido pra ver um congresso de medicina do qual a última fora convidada para participar, cuja viagem tinha sido paga pelo hospital onde ela trabalhava como clínica geral e eu iria buscá-la e os outros junto com meus pais e a Mariana no aeroporto.
__Porém, ao me sentar na cama para deitar, senti duas mãos geladas puxarem meus pés debaixo da cama me levando ao arrasto pra debaixo dela como se o chão abaixo dali tivesse um buraco onde eu ia entrar e comecei a gritar igual louca agarrada com força no pé da cama, na tentativa de fazer alguém me ouvir, quando meu pai escancarou a porta do meu quarto gritando junto com minha mãe:
- Patty!
__Aquele grito desesperado e os passos dos meus irmãos no corredor foram as últimas coisas que ouvi antes de me soltar brusacamente e parar num limbo escuro e deserto, como se estivesse sendo transportada para algum lugar, puxada pelos pés brutalmente.
__De repente, caí de bruços num lugar duro, logo sentindo uma dor tremenda na região abdominal devido à batida da queda e vi que estava no que parecia ser uma cela e perguntei desesperada:
__Aquele grito desesperado e os passos dos meus irmãos no corredor foram as últimas coisas que ouvi antes de me soltar brusacamente e parar num limbo escuro e deserto, como se estivesse sendo transportada para algum lugar, puxada pelos pés brutalmente.
__De repente, caí de bruços num lugar duro, logo sentindo uma dor tremenda na região abdominal devido à batida da queda e vi que estava no que parecia ser uma cela e perguntei desesperada:
- É você de novo, meu inimigo oculto, que já me seqüestrou uma vez?!
__Como resposta, a mesma risada que eu ouvira no telefone horas antes ecoou ali onde eu me localizava, tremendo de frio, pois eu estava com um pijama bem fininho e naquela noite estava uma temperatura mais baixa.
__Quando reconheci a gargalhada, fiquei ainda mais desesperada e perguntei com medo na voz:
__Como resposta, a mesma risada que eu ouvira no telefone horas antes ecoou ali onde eu me localizava, tremendo de frio, pois eu estava com um pijama bem fininho e naquela noite estava uma temperatura mais baixa.
__Quando reconheci a gargalhada, fiquei ainda mais desesperada e perguntei com medo na voz:
- Você é o Carrasco de Pedra?
- Sim senhorita, o pior e maior servo do Diabo! - exclamou ele com a mesma voz sinistra que eu ouvira no fone horas atrás ao mesmo tempo em que saiu do escuro onde estava para que eu o visse.
__Aquela imagem apavorante jamais sairá da minha cabeça: um vulto alto, esbelto, com uma enorme capa preta, mãos grotescas com unhas compridas, pontudas e um rosto que parecia saído do filme "Black Sunday-A máscara do Demônio"(1960), cheio de buracos nas bochechas, no queixo, na testa, como se ali tivesse sido cravada uma máscara com pregos afiados, lábios finos que exibiam um sorriso macabro, com dois caninos enormes e afiados, que se destacavam, os olhos vermelhos e penetrantes, além dos cabelos negros, compridos e lisos que estavam presos com uma fita, dando uma aparência ainda mais terrível pra ele.
__Eu não parava de olhá-lo e estava sem acreditar que aquele personagem que estava ali era o tal carrasco que me ameaçara, ele era mais horrível do que eu havia imaginado, a coisa mais inominável que eu já tinha visto na vida.
__Ele ria muito me vendo apavorada e eu só pensava que ele podia estar me confundindo com Xica, afinal, ele com certeza devia ser algum dos inimigos de Fernandes, que o vampiro tinha matado pra se vingar por sua felicidade perdida, mas eu observei melhor aquela criatura e quando lembrei da história da família Cabral que estava escrita junto com a de Xica da Silva, eu reconheci o tal personagem e fiquei ainda pior do que estava antes, dizendo:
- Sim senhorita, o pior e maior servo do Diabo! - exclamou ele com a mesma voz sinistra que eu ouvira no fone horas atrás ao mesmo tempo em que saiu do escuro onde estava para que eu o visse.
__Aquela imagem apavorante jamais sairá da minha cabeça: um vulto alto, esbelto, com uma enorme capa preta, mãos grotescas com unhas compridas, pontudas e um rosto que parecia saído do filme "Black Sunday-A máscara do Demônio"(1960), cheio de buracos nas bochechas, no queixo, na testa, como se ali tivesse sido cravada uma máscara com pregos afiados, lábios finos que exibiam um sorriso macabro, com dois caninos enormes e afiados, que se destacavam, os olhos vermelhos e penetrantes, além dos cabelos negros, compridos e lisos que estavam presos com uma fita, dando uma aparência ainda mais terrível pra ele.
__Eu não parava de olhá-lo e estava sem acreditar que aquele personagem que estava ali era o tal carrasco que me ameaçara, ele era mais horrível do que eu havia imaginado, a coisa mais inominável que eu já tinha visto na vida.
__Ele ria muito me vendo apavorada e eu só pensava que ele podia estar me confundindo com Xica, afinal, ele com certeza devia ser algum dos inimigos de Fernandes, que o vampiro tinha matado pra se vingar por sua felicidade perdida, mas eu observei melhor aquela criatura e quando lembrei da história da família Cabral que estava escrita junto com a de Xica da Silva, eu reconheci o tal personagem e fiquei ainda pior do que estava antes, dizendo:
- Eu já vi seu rosto em algum lugar, conheco você.
- Eu imagino que você já tenha me visto e certamente você deve estar perguntando qual o motivo de você estar aqui. - disse ele rindo sinistramente e tornando sua aparência normal de modo inexplicável.
- Eu adoraria saber o porquê e, como foi que você ficou sem as marcas que eu vi antes na sua cara?! - falei surpresa.
- Primeiro: eu fico com elas apenas quando a máscara de Satã se mostra, que no caso seria minha transformação em vampiro monstro e segundo, o porquê de você estar aqui é bastante simples: eu quero usar você e o contratador para me vingar de quem me fez tão mal, que no caso seriam minha irmãzinha Violante, meu papai Cabral e aqueles malditos Conde Valadares e Frei Expedito, além disso, eu quero te utilizar para localizar minha amada, já que você possui as lembranças de Xica, tanto as de vida como as de pós-vida, até o dia em que ela supostamente morreu- disse ele sorrindo e observando meu busto que se destacava no pijama de seda.
- Como é que você sabe todas essas coisas se a gente nunca se viu até esse momento e pra variar, como você pode ter tanta certeza de que ela é vampira? - perguntei sem imaginar como ele sabia aquelas informações e pensando como ele sabia que ela era como ele, afinal, eu vira muito bem a cena em que Micaela tinha sido baleada, além de ter lido essa mesma cena nos livros secretos do meu pai.
- Andei na sua volta disfarçado de vários jeitos desde que vi o Fernandes se deparando com você naquela locadora e além do mais, vampiros sentem uns a presença dos outros. - respondeu ele à queima-roupa.
- Você já procurava ele a muito tempo ou já sabia que ele estava aqui querendo encontrar Xica e, não pode usar seus poderes pra encontrá-la? - perguntei do mesmo modo que ele me respondera antes.
- Mas é claro que eu já sabia desse detalhe que você citou por último, mas não me manifestei por não achar que era necessário no momento, mas como descobri esse seu segredinho, achei que era melhor aprisionar você pra te usar nos meus propósitos e além disso, eu já tentei isso, mas não consegui por motivos que não te interessam. - falou ele rindo.
- Por que você não me pediu de forma mais fácil? Teria sido melhor, eu acho. - falei olhando ele espantada.
- Se esse maldito Fernandes tivesse me ajudado quando nós fomos perseguidos pelos dragões na mata, minha Micaela não tinha morrido e não tínhamos nos separado, então eu não permitirei que ele encontre sua amada, essa será minha vingança contra ele, matarei ele e depois você!- exclamou ele se agarrando nas grades da minha cela.
- Meu Deus, você é louco ou algo parecido ou não se deu conta que ele te ajudou da maneira que pôde, mesmo que tenha sido pouco e porquê você quer me matar?! - exclamei horrorizada com o que ele pretendia.
- Quem me ajudou de fato foi Xica, ela sim foi um anjo, mas ele, apenas para não ficar mal diante do rei, nem se deu ao trabalho de nos encobrir quando fugíamos, pois ele sabia que estávamos no quilombo! - gritou ele socando a parede, pra depois me responder na maior frieza:
- Eu imagino que você já tenha me visto e certamente você deve estar perguntando qual o motivo de você estar aqui. - disse ele rindo sinistramente e tornando sua aparência normal de modo inexplicável.
- Eu adoraria saber o porquê e, como foi que você ficou sem as marcas que eu vi antes na sua cara?! - falei surpresa.
- Primeiro: eu fico com elas apenas quando a máscara de Satã se mostra, que no caso seria minha transformação em vampiro monstro e segundo, o porquê de você estar aqui é bastante simples: eu quero usar você e o contratador para me vingar de quem me fez tão mal, que no caso seriam minha irmãzinha Violante, meu papai Cabral e aqueles malditos Conde Valadares e Frei Expedito, além disso, eu quero te utilizar para localizar minha amada, já que você possui as lembranças de Xica, tanto as de vida como as de pós-vida, até o dia em que ela supostamente morreu- disse ele sorrindo e observando meu busto que se destacava no pijama de seda.
- Como é que você sabe todas essas coisas se a gente nunca se viu até esse momento e pra variar, como você pode ter tanta certeza de que ela é vampira? - perguntei sem imaginar como ele sabia aquelas informações e pensando como ele sabia que ela era como ele, afinal, eu vira muito bem a cena em que Micaela tinha sido baleada, além de ter lido essa mesma cena nos livros secretos do meu pai.
- Andei na sua volta disfarçado de vários jeitos desde que vi o Fernandes se deparando com você naquela locadora e além do mais, vampiros sentem uns a presença dos outros. - respondeu ele à queima-roupa.
- Você já procurava ele a muito tempo ou já sabia que ele estava aqui querendo encontrar Xica e, não pode usar seus poderes pra encontrá-la? - perguntei do mesmo modo que ele me respondera antes.
- Mas é claro que eu já sabia desse detalhe que você citou por último, mas não me manifestei por não achar que era necessário no momento, mas como descobri esse seu segredinho, achei que era melhor aprisionar você pra te usar nos meus propósitos e além disso, eu já tentei isso, mas não consegui por motivos que não te interessam. - falou ele rindo.
- Por que você não me pediu de forma mais fácil? Teria sido melhor, eu acho. - falei olhando ele espantada.
- Se esse maldito Fernandes tivesse me ajudado quando nós fomos perseguidos pelos dragões na mata, minha Micaela não tinha morrido e não tínhamos nos separado, então eu não permitirei que ele encontre sua amada, essa será minha vingança contra ele, matarei ele e depois você!- exclamou ele se agarrando nas grades da minha cela.
- Meu Deus, você é louco ou algo parecido ou não se deu conta que ele te ajudou da maneira que pôde, mesmo que tenha sido pouco e porquê você quer me matar?! - exclamei horrorizada com o que ele pretendia.
- Quem me ajudou de fato foi Xica, ela sim foi um anjo, mas ele, apenas para não ficar mal diante do rei, nem se deu ao trabalho de nos encobrir quando fugíamos, pois ele sabia que estávamos no quilombo! - gritou ele socando a parede, pra depois me responder na maior frieza:
- Porque eu não vou querer que você peça ajuda aos amigos de Fernandes para se vingar de mim, afinal, eu logo vi que a senhorita faz bem esse tipo.
- Você está me julgando errado, eu não sou assim- falei mentindo, já que eu de fato seria bem capaz de me vingar daquela criatura, pois eu já estava muito amiga de Fernandes pra permitir que aquela coisa fizesse algo contra ele, mesmo que eu tivesse ficado sabendo de coisas estarrecedoras sobre o vampiro loiro.
- Será mesmo que estou? - perguntou ele com ironia.
- Sim, você está e pra variar, eu ajudo todos sem distinção, se você quer mesmo saber, Luís Felipe Cabral. - falei encarando-o de frente.
- É mesmo, então você não vai se importar de ficar morando por aqui, não é? - perguntou ele gargalhando.
- Pra que você quer me deixar presa, já não te ofereci minha ajuda?! - perguntei com espanto.
- Você acha que eu sou bobo ou algo parecido? Sei muito bem que você iria correndo pedir ajuda para aquele maldito quando eu te libertasse! - exclamou ele abrindo a porta da minha cela e tirando uma corda de dentro da capa pra me amarrar.
__Nem tive tempo de reagir porque ele era muito rápido e no fim, acabei sendo amarrada e amordaçada, parecendo a Juliana da novela Mandacaru, que era aprisionada pelo cangaceiro Tirana. No meu caso, eu estava sendo a prisioneira de um protótipo de Drácula misturado com Princesa Asa e não sabia o que era pior naquele momento: eu prisioneira de um vampiro pela segunda vez ou como meus pais, irmãos e amigos estavam, pois eles certamente já deviam saber que eu tinha sumido, pois meu pai fazia um alarde daqueles, mesmo não podendo chamar a polícia, já que ela não teria como resolver meu problema, mas eu ficava imaginando era o Fernandes, como devia estar, já que apesar das nossas discordâncias, ele gostava muito de mim.
__Foi pensando em tudo isso que eu acabei adormecendo ali onde eu estava, mesmo que aquele chão fosse duro e desconfortável.
__Depois de umas 6 ou 7 horas eu acho, acordei com um espelho bem diante dos meus olhos, que refletia meu semblante preocupado e meu corpo amarrado, além de um bilhete enorme na parte inferior do espelho, que dizia: "Delicie-se com a agonia dos seus entes queridos procurando por você, chorando preocupados à procura de alguém que eles nunca mais vão ver."
__Naquela hora não suportei mais, desatei em lágrimas ali onde eu estava tentando me soltar, ficando com meus olhos embaçados enquanto o espelho começava a exibir imagens como se fosse uma tv e eu percebia que era impossível eu sair daquela cela sem ajuda.
__Depois de vários minutos tentando me livrar das cordas, por um milagre eu finalmente conseguira me desamarrar, mesmo que naquele momento eu tivesse com uma mega dor nos pulsos, que estavam arroxeados por conta da pressão das cordas e, tive que sentir mais dor ainda pra mexê-los e tirar a mordaça da minha boca, além de desamarrar os meus pés e pernas, que estavam igualmente roxos por causa da força que Luís Felipe tinha usado pra me amarrar.
__Quando finalmente estava livre das amarras, levantei para ver se tinha alguma saída daquele lugar maldito, mas eu percebi que ia ser difícil, pois o caixão daquela criatura horrível estava a exatamente um metro e meio de onde eu estava e se eu fizesse algum barulho muito alto, poderia acordá-la, mas tinha um detalhe: pra que eu não ia aproveitar aquele momento para fugir? Afinal, eu sabia que ele estava num estado cataléptico e assim ficaria até chegar a noite, mas, eu vi que tinha um problema: segundo eu sabia, vampiros mesmo dormindo, podem perceber e controlar os movimentos de quem está perto deles e agora, eu estava num mato sem cachorro, sem saber o que fazer, tendo como minha única opção esperar que um milagre acontecesse.
__Olhei para o espelho e vi que ali estava a minha casa, com meus pais e irmãos desesperados por alguma notícia minha, minha mãe chorava e soluçava sem parar, meu pai andava de um lado para outro, a Mari e o Alberto ligando pros meus 8 amigos da faculdade e pra Mila, avisando do meu sumiço, o Paulo tentando consolar a mãe e Lia e o Max se abraçavam aos prantos dizendo:
- Volta logo maninha, a gente te ama e não quer te perder!
__Eu via que todos ali já sabiam da história do vampiro João Fernandes de Oliveira e estavam sem saber o que dizer ou pensar, quando meu pai Mauro explodiu aos gritos:
- Você está me julgando errado, eu não sou assim- falei mentindo, já que eu de fato seria bem capaz de me vingar daquela criatura, pois eu já estava muito amiga de Fernandes pra permitir que aquela coisa fizesse algo contra ele, mesmo que eu tivesse ficado sabendo de coisas estarrecedoras sobre o vampiro loiro.
- Será mesmo que estou? - perguntou ele com ironia.
- Sim, você está e pra variar, eu ajudo todos sem distinção, se você quer mesmo saber, Luís Felipe Cabral. - falei encarando-o de frente.
- É mesmo, então você não vai se importar de ficar morando por aqui, não é? - perguntou ele gargalhando.
- Pra que você quer me deixar presa, já não te ofereci minha ajuda?! - perguntei com espanto.
- Você acha que eu sou bobo ou algo parecido? Sei muito bem que você iria correndo pedir ajuda para aquele maldito quando eu te libertasse! - exclamou ele abrindo a porta da minha cela e tirando uma corda de dentro da capa pra me amarrar.
__Nem tive tempo de reagir porque ele era muito rápido e no fim, acabei sendo amarrada e amordaçada, parecendo a Juliana da novela Mandacaru, que era aprisionada pelo cangaceiro Tirana. No meu caso, eu estava sendo a prisioneira de um protótipo de Drácula misturado com Princesa Asa e não sabia o que era pior naquele momento: eu prisioneira de um vampiro pela segunda vez ou como meus pais, irmãos e amigos estavam, pois eles certamente já deviam saber que eu tinha sumido, pois meu pai fazia um alarde daqueles, mesmo não podendo chamar a polícia, já que ela não teria como resolver meu problema, mas eu ficava imaginando era o Fernandes, como devia estar, já que apesar das nossas discordâncias, ele gostava muito de mim.
__Foi pensando em tudo isso que eu acabei adormecendo ali onde eu estava, mesmo que aquele chão fosse duro e desconfortável.
__Depois de umas 6 ou 7 horas eu acho, acordei com um espelho bem diante dos meus olhos, que refletia meu semblante preocupado e meu corpo amarrado, além de um bilhete enorme na parte inferior do espelho, que dizia: "Delicie-se com a agonia dos seus entes queridos procurando por você, chorando preocupados à procura de alguém que eles nunca mais vão ver."
__Naquela hora não suportei mais, desatei em lágrimas ali onde eu estava tentando me soltar, ficando com meus olhos embaçados enquanto o espelho começava a exibir imagens como se fosse uma tv e eu percebia que era impossível eu sair daquela cela sem ajuda.
__Depois de vários minutos tentando me livrar das cordas, por um milagre eu finalmente conseguira me desamarrar, mesmo que naquele momento eu tivesse com uma mega dor nos pulsos, que estavam arroxeados por conta da pressão das cordas e, tive que sentir mais dor ainda pra mexê-los e tirar a mordaça da minha boca, além de desamarrar os meus pés e pernas, que estavam igualmente roxos por causa da força que Luís Felipe tinha usado pra me amarrar.
__Quando finalmente estava livre das amarras, levantei para ver se tinha alguma saída daquele lugar maldito, mas eu percebi que ia ser difícil, pois o caixão daquela criatura horrível estava a exatamente um metro e meio de onde eu estava e se eu fizesse algum barulho muito alto, poderia acordá-la, mas tinha um detalhe: pra que eu não ia aproveitar aquele momento para fugir? Afinal, eu sabia que ele estava num estado cataléptico e assim ficaria até chegar a noite, mas, eu vi que tinha um problema: segundo eu sabia, vampiros mesmo dormindo, podem perceber e controlar os movimentos de quem está perto deles e agora, eu estava num mato sem cachorro, sem saber o que fazer, tendo como minha única opção esperar que um milagre acontecesse.
__Olhei para o espelho e vi que ali estava a minha casa, com meus pais e irmãos desesperados por alguma notícia minha, minha mãe chorava e soluçava sem parar, meu pai andava de um lado para outro, a Mari e o Alberto ligando pros meus 8 amigos da faculdade e pra Mila, avisando do meu sumiço, o Paulo tentando consolar a mãe e Lia e o Max se abraçavam aos prantos dizendo:
- Volta logo maninha, a gente te ama e não quer te perder!
__Eu via que todos ali já sabiam da história do vampiro João Fernandes de Oliveira e estavam sem saber o que dizer ou pensar, quando meu pai Mauro explodiu aos gritos:
- Se a Patty não tivesse aceitado a proposta dessa criatura do Diabo, as coisas não teriam chegado nesse ponto, Deus! O que vamos fazer?!
- Não sei pai, talvez a única coisa que possamos fazer é pedir ajuda pro tal Fernandes. - falou o Alberto com cara de quem estava sem opção.
- Pra aquele monstro eu não peço ajuda é nunca! - exclamou meu pai quase agarrando-o pela gola da camisa, tão louco ele tava.
- Pior é que o Alberto tá certo pai, ele é o único que pode nos ajudar a tirar a Patty de onde quer que ela esteja e além disso, você não quer perder sua filha e nossa irmã, quer? - disse o Paulo tão sem opção quanto o "irmão" mais velho.
__Meu pai caiu nos prantos e eu não pude agüentar aquilo, começando a chorar junto com ele, mesmo de longe.
__Quando olhava o Alberto e o Paulo juntos, achava que eles eram irmãos de verdade, tão unidos eles sempre estavam e agora tendo que usar uma opção que eles achavam indesejada pra me salvar. Logo depois o Paulo perguntou:
- Não sei pai, talvez a única coisa que possamos fazer é pedir ajuda pro tal Fernandes. - falou o Alberto com cara de quem estava sem opção.
- Pra aquele monstro eu não peço ajuda é nunca! - exclamou meu pai quase agarrando-o pela gola da camisa, tão louco ele tava.
- Pior é que o Alberto tá certo pai, ele é o único que pode nos ajudar a tirar a Patty de onde quer que ela esteja e além disso, você não quer perder sua filha e nossa irmã, quer? - disse o Paulo tão sem opção quanto o "irmão" mais velho.
__Meu pai caiu nos prantos e eu não pude agüentar aquilo, começando a chorar junto com ele, mesmo de longe.
__Quando olhava o Alberto e o Paulo juntos, achava que eles eram irmãos de verdade, tão unidos eles sempre estavam e agora tendo que usar uma opção que eles achavam indesejada pra me salvar. Logo depois o Paulo perguntou:
- Por acaso você sabe se a Patty tem algum telefone ou endereço onde a gente possa localizar esse cara?
- No quarto da Patty tem uma agenda cinza e lá tem dois telefones e endereços dele, sendo que os últimos ela tem de quando sumiu da primeira vez. - respondeu meu pai ainda chorando.
__Os dois subiram e o espelho parecia uma câmera de circuito interno de tv, pois flagrava todos os movimentos que eles faziam até que o foco da "filmagem" foi para a porta da minha casa, por onde entrou uma Mia histérica aos berros:
- No quarto da Patty tem uma agenda cinza e lá tem dois telefones e endereços dele, sendo que os últimos ela tem de quando sumiu da primeira vez. - respondeu meu pai ainda chorando.
__Os dois subiram e o espelho parecia uma câmera de circuito interno de tv, pois flagrava todos os movimentos que eles faziam até que o foco da "filmagem" foi para a porta da minha casa, por onde entrou uma Mia histérica aos berros:
- Meu Deus, cadê a Patty, cadê ela, alguém me diz por favor, eu não vou suportar ficar sem notícias da minha amiga! - enquanto as minhas outras amigas que estavam com ela olhavam pra todos na minha casa com cara da mais intensa preocupação e quase caindo pranto do rosto das coitadas.
- Nenhum de vocês tem idéia de onde ela está? - perguntou Estrela tentando segurar o choro.
__Enquanto as outras meninas estavam muito tristes, os meninos chegaram voando às tranças, perguntando onde eu estava ao mesmo tempo, tanto que ninguém entendia o que eles falavam.
- Calma pessoal, nós vamos encontrá-la. - disse o Max tentando acalmar as garotas e os garotos.
__Logo notei que alguns vizinhos, entre eles o Gonçalo, estavam na volta da minha casa pra saber o que estava acontecendo e o meu pai inventou a velha desculpa de que eu tinha passado muito mal por conta da asma que eu tinha desde criança e que os meus amigos tinham vindo a meu pedido porque eu não queria ficar sem a companhia deles até melhorar.
__Aí o espelho "flagrou" o Gonçalo entrando e falando baixo só pro meu pai ouvir:
- Nenhum de vocês tem idéia de onde ela está? - perguntou Estrela tentando segurar o choro.
__Enquanto as outras meninas estavam muito tristes, os meninos chegaram voando às tranças, perguntando onde eu estava ao mesmo tempo, tanto que ninguém entendia o que eles falavam.
- Calma pessoal, nós vamos encontrá-la. - disse o Max tentando acalmar as garotas e os garotos.
__Logo notei que alguns vizinhos, entre eles o Gonçalo, estavam na volta da minha casa pra saber o que estava acontecendo e o meu pai inventou a velha desculpa de que eu tinha passado muito mal por conta da asma que eu tinha desde criança e que os meus amigos tinham vindo a meu pedido porque eu não queria ficar sem a companhia deles até melhorar.
__Aí o espelho "flagrou" o Gonçalo entrando e falando baixo só pro meu pai ouvir:
- Você está mentindo pra mim Mauro, algo mais grave aconteceu e acho melhor que você me conte.
- Com uma condição, que você espante o resto dos vizinhos que estão aí, eu não quero eles fazendo comentários na porta da minha casa. - disse meu pai um tanto taxativo.
__Eu vi a cena em que o Gonçalo disse algumas coisas pros vizinhos sobre mim e meu estado de saúde e aí eles foram embora como meu pai desejava.
__Em seguida o Gonçalo entrou perguntando o que estava acontecendo e meu pai contou desesperado tudo, deixando Emanuel(primeiro nome do Gonçalo) tão desesperado do que ele:
- Com uma condição, que você espante o resto dos vizinhos que estão aí, eu não quero eles fazendo comentários na porta da minha casa. - disse meu pai um tanto taxativo.
__Eu vi a cena em que o Gonçalo disse algumas coisas pros vizinhos sobre mim e meu estado de saúde e aí eles foram embora como meu pai desejava.
__Em seguida o Gonçalo entrou perguntando o que estava acontecendo e meu pai contou desesperado tudo, deixando Emanuel(primeiro nome do Gonçalo) tão desesperado do que ele:
- Pelo amor de Deus Mauro, como vocês deixaram isso acontecer?!
- A gente não pôde fazer nada Emanuel, bem que a gente tentou, mas foi tudo rápido demais. - disse o Alberto com uma ponta de culpa por não ter conseguido evitar meu seqüestro.
__Eu fiquei muito triste ao ver o Alberto daquele jeito, pois eu odiava vê-lo triste.
__O Gonçalo se sentou sem ainda acreditar no que estava acontecendo enquanto a Mila chegava aos prantos com os 3 padrinhos, sabendo do que tinha me acontecido e o Zé Maria dizendo abraçado com ela:
- A gente não pôde fazer nada Emanuel, bem que a gente tentou, mas foi tudo rápido demais. - disse o Alberto com uma ponta de culpa por não ter conseguido evitar meu seqüestro.
__Eu fiquei muito triste ao ver o Alberto daquele jeito, pois eu odiava vê-lo triste.
__O Gonçalo se sentou sem ainda acreditar no que estava acontecendo enquanto a Mila chegava aos prantos com os 3 padrinhos, sabendo do que tinha me acontecido e o Zé Maria dizendo abraçado com ela:
- Não chore Milinha, a gente vai achar a Patty logo logo.
- Como vamos achá-la logo se nós não temos a mínima idéia de onde ela está ou de quem a raptou?! - exclamou Elvira, colocando suas presas de fora de tanta raiva.
__De repente eu vi através do espelho mágico o Alberto e o Paulo descendo com a minha agenda e o primeiro dizendo:
- Como vamos achá-la logo se nós não temos a mínima idéia de onde ela está ou de quem a raptou?! - exclamou Elvira, colocando suas presas de fora de tanta raiva.
__De repente eu vi através do espelho mágico o Alberto e o Paulo descendo com a minha agenda e o primeiro dizendo:
- O que você acha que devemos fazer, ir até a casa do monstro ou ligar pra ele?
- Vamos ligar e ver o que acontece. - falou o Paulo pegando o telefone e discando o número do Fernandes.
__Depois o que eu vi foi uma conversa rápida pra depois o Paulo dizer:
- Vamos ligar e ver o que acontece. - falou o Paulo pegando o telefone e discando o número do Fernandes.
__Depois o que eu vi foi uma conversa rápida pra depois o Paulo dizer:
- O "Contratador" está vindo pra cá, estará aqui em 20 minutos, já que ele não pode usar os poderes dele a essa hora do dia.
- Eu não faço questão alguma de recebê-lo. - falou meu pai com frieza.
__Nesse meio tempo a Mariana tinha ligado pro Mercúrio pra avisar do meu sumiço, o que pelo jeito deixou ele desesperado, pois ele deu um berro no telefone que até eu ouvi dizendo que ia com o Cabral pra minha casa imediatamente.
- Mais um vampiro não, por favor Mariana! - exclamou meu pai no maior estresse.
- Se nós chamarmos todos os vampiros com quem a Patty já teve contato, vai ser mais fácil da gente ajudá-la- falou Mariana confiante como ela sempre era.
__Meu pai sacudiu a cabeça achando que a Mariana tinha enlouquecido, enquanto minha mãe rezava pra que eu estivesse bem.
__Nesse meio tempo o Max falou:
- Eu não faço questão alguma de recebê-lo. - falou meu pai com frieza.
__Nesse meio tempo a Mariana tinha ligado pro Mercúrio pra avisar do meu sumiço, o que pelo jeito deixou ele desesperado, pois ele deu um berro no telefone que até eu ouvi dizendo que ia com o Cabral pra minha casa imediatamente.
- Mais um vampiro não, por favor Mariana! - exclamou meu pai no maior estresse.
- Se nós chamarmos todos os vampiros com quem a Patty já teve contato, vai ser mais fácil da gente ajudá-la- falou Mariana confiante como ela sempre era.
__Meu pai sacudiu a cabeça achando que a Mariana tinha enlouquecido, enquanto minha mãe rezava pra que eu estivesse bem.
__Nesse meio tempo o Max falou:
- Mari, acho que a Patty fez contato com mais dois vampiros, um casal de strippers que se apresentam no Sheraton, Namor e Morgana são os nomes deles.
- Max, como é que você pode achar isso? - perguntou Mari achando que ele tava brincando.
- Teve um dia que eu cheguei em casa antes da Lia e subi pra dar um beijo na Patty e a ouvi falando com um português no quarto dela sobre um escândalo que ela fez no hotel, as garotas amigas dela podem explicar melhor isso, já que eu fiquei sabendo por fonte secreta que elas estavam com ela quando isso ocorreu. - falou o Max passando a palavra pras meninas.
__A Estrela tomou a situação e contou a situação que tinha acontecido no capítulo 5 : a dor de cabeça, o desmaio, quando reconheci o Pereira e a briga que resultou na descoberta da história que eu passava pelos meus amigos, deixando o meu pai pior que antes e querendo esganar um e o resto do pessoal surpreso e eu ainda mais surpresa, pois naquele dia não tinha visto o Max voltar e conseqüentemente, escutar minha conversa com Pereira.
__Quando ela terminou de contar tudo, Fernandes chegou junto com Linus perguntando o que tinha acontecido e o meu pai disse furioso:
- Max, como é que você pode achar isso? - perguntou Mari achando que ele tava brincando.
- Teve um dia que eu cheguei em casa antes da Lia e subi pra dar um beijo na Patty e a ouvi falando com um português no quarto dela sobre um escândalo que ela fez no hotel, as garotas amigas dela podem explicar melhor isso, já que eu fiquei sabendo por fonte secreta que elas estavam com ela quando isso ocorreu. - falou o Max passando a palavra pras meninas.
__A Estrela tomou a situação e contou a situação que tinha acontecido no capítulo 5 : a dor de cabeça, o desmaio, quando reconheci o Pereira e a briga que resultou na descoberta da história que eu passava pelos meus amigos, deixando o meu pai pior que antes e querendo esganar um e o resto do pessoal surpreso e eu ainda mais surpresa, pois naquele dia não tinha visto o Max voltar e conseqüentemente, escutar minha conversa com Pereira.
__Quando ela terminou de contar tudo, Fernandes chegou junto com Linus perguntando o que tinha acontecido e o meu pai disse furioso:
- Você viu as conseqüencias de a Patty ter aceitado sua proposta?!
- Me diz o que houve com ela por favor Mauro. - disse o Fernandes muito apreensivo.
__Sem receber resposta, o vampiro logo adivinhou o que tinha me acontecido e ficou num desespero que eu jamais tinha visto:
- Que merda, eu devia saber que isso ia acontecer com ela, porquê eu não cuidei dela como devia?! Agora ela desapareceu e eu não sei por onde começar a procurá-la, que droga!
- Não é hora de você ficar assim, João Fernandes, agora temos que pensar no que fazer. - disse o Cabral que tinha acabado de entrar com o Mercúrio na minha casa.
__Vi o Fernandes se virar pra trás e dizer quase dando um soco no Cabral:
- Me diz o que houve com ela por favor Mauro. - disse o Fernandes muito apreensivo.
__Sem receber resposta, o vampiro logo adivinhou o que tinha me acontecido e ficou num desespero que eu jamais tinha visto:
- Que merda, eu devia saber que isso ia acontecer com ela, porquê eu não cuidei dela como devia?! Agora ela desapareceu e eu não sei por onde começar a procurá-la, que droga!
- Não é hora de você ficar assim, João Fernandes, agora temos que pensar no que fazer. - disse o Cabral que tinha acabado de entrar com o Mercúrio na minha casa.
__Vi o Fernandes se virar pra trás e dizer quase dando um soco no Cabral:
- O que você tá fazendo aqui sargento merda, veio pra rir da minha cara?!
- Não é hora da gente ficar brigando, temos que nos unir pra salvar a Patty! - exclamou o Gonçalo querendo evitar uma briga.
__Nesse tempo, eu vi um quinteto de gente vir na direção da minha casa que eu logo reconheci como sendo a Flor, Dona Céu, Martim, Das Dores e Consuelo, que tinham chegado do aeroporto e vendo a confusão que estava ali onde eu morava, largaram as malas na porta da casa e foram ver o que era. Aquele espelho na minha frente mais parecia uma câmera, pois ele flagrava qualquer movimento, fala ou expressão de quem estava no local e trazia as imagens para os meus olhos como se fosse uma televisão.
- O que está havendo aqui, porque todos vieram pra cá, alguém responda por favor?! - perguntou Martim preocupado.
__Fernandes nem teve tempo de reagir, mas a Céu em compensação falou furiosa:
- Não é hora da gente ficar brigando, temos que nos unir pra salvar a Patty! - exclamou o Gonçalo querendo evitar uma briga.
__Nesse tempo, eu vi um quinteto de gente vir na direção da minha casa que eu logo reconheci como sendo a Flor, Dona Céu, Martim, Das Dores e Consuelo, que tinham chegado do aeroporto e vendo a confusão que estava ali onde eu morava, largaram as malas na porta da casa e foram ver o que era. Aquele espelho na minha frente mais parecia uma câmera, pois ele flagrava qualquer movimento, fala ou expressão de quem estava no local e trazia as imagens para os meus olhos como se fosse uma televisão.
- O que está havendo aqui, porque todos vieram pra cá, alguém responda por favor?! - perguntou Martim preocupado.
__Fernandes nem teve tempo de reagir, mas a Céu em compensação falou furiosa:
- Por quê você sempre nos perturba João Fernandes, por quê, você não se cansa de querer nos destruir?!
__O loiro quase meteu um bofetão na cara dela, mas foi impedido pelo Martim, que segurou com força a mão dele e perguntou o que tinha acontecido, recebendo uma resposta bem longa do meu pai, que durou bastante no quesito fala por conta dele ter contado toda esta história desde o começo até o meu seqüestro de agora.
__Os cinco que tinham chegado ficaram sem fala, sem saber por onde começar a me ajudar e agora, todos que estavam na minha casa não sabiam o que fazer por mim e eu, olhando toda aquela cena nas primeiras horas do meu rapto, começava a perder a única coisa que me restava: a esperança.
__O loiro quase meteu um bofetão na cara dela, mas foi impedido pelo Martim, que segurou com força a mão dele e perguntou o que tinha acontecido, recebendo uma resposta bem longa do meu pai, que durou bastante no quesito fala por conta dele ter contado toda esta história desde o começo até o meu seqüestro de agora.
__Os cinco que tinham chegado ficaram sem fala, sem saber por onde começar a me ajudar e agora, todos que estavam na minha casa não sabiam o que fazer por mim e eu, olhando toda aquela cena nas primeiras horas do meu rapto, começava a perder a única coisa que me restava: a esperança.
